Operação Sem Reservas prende seis por esquema de falsas pousadas e lavagem de dinheiro em Pirenópolis

Quadrilha clonava sites e perfis de redes sociais de pousadas legítimas da cidade histórica e induzia vítimas a realizarem pagamentos antecipados por hospedagens inexistentes


Por Rota Araguaia em 17/12/2025 às 14:45 hs

Operação Sem Reservas prende seis por esquema de falsas pousadas e lavagem de dinheiro em Pirenópolis
PC DF

Redação

Seis pessoas foram presas nesta semana durante a terceira fase da operação Sem Reservas, que investiga um esquema interestadual de estelionato e lavagem de dinheiro envolvendo falsas pousadas em Pirenópolis (GO). Segundo a polícia, a organização criminosa atuava em diversos estados e utilizava contas de terceiros e criptomoedas para ocultar a origem dos valores obtidos com os golpes.

As prisões foram realizadas pela 18ª Delegacia de Polícia de Brazlândia, com o cumprimento de mandados de prisão temporária e de busca domiciliar em Goiânia (GO), Belém (PA) e Taboão da Serra (SP), com apoio das Polícias Civis locais. Com esta etapa, o número de presos chega a 16 desde o início das investigações, há cerca de um ano.

De acordo com a polícia, o grupo possuía divisão de tarefas bem definida e atuava principalmente no estelionato virtual. Os criminosos clonavam sites e perfis de redes sociais de pousadas legítimas de Pirenópolis e induziam as vítimas a realizarem pagamentos antecipados por hospedagens inexistentes.

Após os golpes, os valores eram transferidos para contas bancárias de terceiros e submetidos a processos de lavagem de dinheiro, sobretudo por meio da conversão e movimentação em criptoativos. Nesta fase da operação, foram presos os chamados “tripeiros”, integrantes da facção Primeiro Comando da Capital (PCC), responsáveis por alugar contas bancárias e lavar o dinheiro, inclusive em casas de câmbio no Paraguai.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o grupo lavou cerca de R$ 13 milhões nos últimos dois anos, com faturamento estimado em R$ 20 mil por dia. A divisão dos lucros previa 50% para os administradores dos sites e perfis clonados, 30% para os “tripeiros” e 20% para os responsáveis por ceder as contas bancárias.

 

Além das prisões, o Juízo de Garantias do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios determinou o bloqueio e a liquidação de criptomoedas vinculadas aos investigados. As investigações também identificaram 83 vítimas no Distrito Federal.



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